No escritório estávamos com um problema com o número de computadores disponíveis, pois tínhamos 2 computadores e 3 pessoas para trabalhar. Então, resolvi que resolveria este problema sem gastar muito dinheiro.
O primeiro passo foi conseguir um computador com preço acessível, e isso pôde ser feito facilmente no Mercado-Livre. Mas, se quiser fazer isso, tome cuidado, compre sempre de alguém que tenha boas qualificações ou então em sua cidade compre de alguma empresa ou técnico de confiança.
O mais importante para mim foi a escolha de um computador “de marca”, pois normalmente esse micros são mais resistentes que os que foram montados para terem baixo custo. O grande problema dos computadores montados que conseguimos comprar hoje por menos de R$ 500,00 (sem monitor) é que provavelmente foram montados com aquelas placas mães “tudo-on-board” e outras peças como fontes ruins e assim por diante. Mas não vai ser problema se você conseguir um micro com peças em bom estado e de qualidade. ( mas tenha certeza de que não é aconselhável comprar um computador usado se você ao abrir o gabinete não consegue verificar se existe oxidação nas memórias e outros circuitos.)
O computador que comprei não é sofisticado, comprei um Compaq modelo IPAQ-PC, é muito difícil de achar informações no Google sobre ele principalmente porque a sigla IPAQ é a referência dos handhelds da Compaq. Mas é fácil ao abrir o micro encontrar o chipset e descobrir que é uma placa mãe intel com chip i810e. A placa de video é onboard e a rede e o som também. O HD é um pouco mais novo é um Samaung de 40Gb.
O processador é um Pentium Celerom 550, e a memória que veio com a máquina era de 64 Megas, compartilhados com o vídeo.
Resolvi que instalaria o Ubuntu. E meus motivos são simples: 1 – não tenho tempo para ficar configurando o sistema inteiro, 2 – é fácil de manter atualizado, 3 – já vem com o OpenOffice e outros programas para produtividade em um escritório.
Aqui a utilização do micro não muda muito do OpenOffice-firefox-gaim-evolution, nem sempre nessa ordem.
A primeira coisa que fiz foi instalar o mais memória no computador, 64 megas são pouca coisa, fiz o upgrade para 128 megas e fiz a instalação do Ubuntu 6.06. E comecei a testar a performance sempre com OpenOffice(wirter) + Firefox rodando ao mesmo tempo, cheguei a ouvir de alguns amigos coisas como “-é inusável”. Realmente, com 128 megas de memória o problema era alternar entre os programas que estavam rodando o tempo de troca do cache em disco para a era muito grande. Então comecei a fazer testes com mais memória. Primeiro com 512, ficou muito bom, praticamente sumiu o “delay” entre os programas, mas imaginei que era exagerado, então diminui para 256, ainda estava muito bom, mas o “free” no console indicava que havia sempre pouca memória disponível, ao contrário de 512 onde havia sempre uns 150 megas sobrando, a solução a partir disso foi simples … 256 + 128 = 384 megas, e ficou muito bom.
O Ubuntu 6.06 agora está lá rodando perfeitamente, sem nenhuma otimização, e com um desempenho incrível para um micro que muitos acham que é sucata.
As únicas mudanças que fiz até agora foi instalar o OpenSSH para poder acessar o micro remotamente e o Flash Palyer 9 da Adobe para o Firefox.
A impressora, uma laser HP 1020, é remota e roda perfeitamente com o driver que é enviado junto com o Ubuntu.
E viva o software livre !!!
E viva o software livre !!!!
É assim mesmo!
Também tenho um Dell, Pentium II @333MHz que seria sucata se não fosse o Ubuntu, um disco de 80Gb, e um upgrade de memória para 448Mb. Por pouco dinheiro ficamos com um computador de uso corrente e fiável (com o Windows 2000 crashava 2 a 6 vezes num dia e agora não crasha esse nº de vezes ao ano).
Com esta experiência já “ubuntizei” o meu laptop Acer Travelmate 4000 (centrino) que manteve todas as funcionalidades e ficou mais fiável para o meu trabalho do dia a dia.